Conheça o Robot que Instala Painéis Solares Mais Rápido do que uma Equipa Humana
Uma startup chamada Maximo está a usar robots guiados por IA para acelerar a construção de parques solares. O seu fundador afirma que a tecnologia pode transformar a forma como o mundo constrói energia limpa em escala.

Pontos principais
- A Maximo, uma startup de robótica fundada por Deise Yumi Asami, utiliza robots guiados por IA para automatizar a instalação de painéis solares em grandes parques solares de escala utilitária.
- A Maximo foi incubada dentro da AES Corp, uma das maiores empresas de energia do mundo, dando à startup acesso a sites de projetos reais desde o primeiro dia.
- Asami tem mais de 15 anos de experiência em tecnologia energética, incluindo a liderança do primeiro projeto de armazenamento de bateria de iões de lítio em escala utilitária do Brasil.
- A plataforma utiliza visão por IA, software que permite a uma câmara interpretar o que vê em tempo real, para posicionar e colocar módulos solares com precisão.
Construir um parque solar é um trabalho lento e físico. As equipas transportam painéis pesados através de campos abertos, alinham cada um manualmente e repetem o processo milhares de vezes. Deise Yumi Asami decidiu que tinha de haver uma forma melhor.
Asami é a fundadora e CEO da Maximo, uma empresa que constrói robots para fazer automaticamente o trabalho de transporte e colocação de painéis. Falando no podcast The Robot Report, ela explicou como as máquinas da Maximo usam visão por IA, um sistema em que câmaras enviam imagens ao vivo a software que descobre exatamente onde cada painel precisa de ir, para realizar a instalação com muito menos esforço humano.
O resultado: construções mais rápidas, menos lesões e custos mais baixos no que a indústria chama energia solar de escala utilitária, ou seja, os gigantescos parques de vários acres que alimentam energia diretamente na rede elétrica.
O que significa isto para as pessoas que trabalham em parques solares?
Não significa sites vazios. Asami é clara ao afirmar que os robots realizam o levantamento pesado e repetitivo, enquanto os trabalhadores humanos se concentram em tarefas que requerem julgamento e flexibilidade. A tecnologia tem como objetivo tornar primeiro os sites mais seguros, depois mais rápidos.
Isto importa porque as lesões na construção solar muitas vezes envolvem strain e quedas ao transportar painéis que podem pesar 25 quilogramas ou mais.
O que torna a Maximo incomum é de onde veio. Em vez de angariar capital de risco do zero, Asami construiu a empresa dentro da AES Corp, um gigante global de energia, através de um programa de inovação interna. A AES deu à sua equipa acesso a sites de projetos reais e recursos de engenharia. A startup é agora uma entidade separada que opera sob o guarda-chuva da AES.
Asami trouxe credenciais sérias para o projeto. Antes de fundar a Maximo, liderou o lançamento do primeiro sistema de armazenamento de energia de bateria de iões de lítio em escala utilitária do Brasil, o tipo de instalação de bateria grande que armazena energia solar e eólica excedentária para uso após o anoitecer ou em dias sem vento. Possui uma licenciatura em engenharia elétrica e uma certificação Lean Design, uma metodologia focada em eliminar desperdício de processos complexos.
O momento não é acidental. Governos em todo os Estados Unidos, Europa e Ásia comprometeram-se a construir capacidade solar a um ritmo que a força de trabalho de construção atual não consegue acompanhar. Apenas os EUA precisam de triplicar aproximadamente a sua taxa de instalação solar até ao início dos anos 2030 para atingir as metas federais de energia limpa.
Robots que possam trabalhar durante a noite, no calor e sem descanso poderiam colmatar essa lacuna. A Maximo ainda está no início, mas o problema que está a resolver é real e está a crescer rapidamente.



