New York Mets dizem que seguem todas as regras da MLB após acusação de pitcher sobre uso de IA para lançamentos
O gerente interino Andy Green insiste que o time está em plena conformidade, mas a alegação do pitcher Adam Ottavino levanta uma questão maior: quanto de IA o beisebol está realmente permitindo?

Pontos principais
- O gerente interino do New York Mets, Andy Green, afirmou no sábado que o clube está em plena conformidade com todas as regras da Major League Baseball sobre uso de inteligência artificial.
- O pitcher Adam Ottavino alegou que o Mets usou IA, software que pode analisar dados e sugerir decisões automaticamente, para influenciar escolhas de lançamento durante o jogo.
- A Major League Baseball restringiu recentemente as funções disponíveis nos iPads que os times usam nas caixas de estratégia durante os jogos.
- A liga, e não os clubes individuais, decide quais ferramentas de IA são permitidas durante o jogo.
O New York Mets está rebatendo uma história que fez fãs de beisebol fazerem uma dupla leitura. Adam Ottavino, um pitcher, alegou que o clube estava usando inteligência artificial (IA, ou seja, software de computador que identifica padrões e faz recomendações) para orientar decisões sobre lançamentos durante jogos ao vivo. Trata-se de uma alegação significativa num momento em que o órgão regulador do beisebol está ativamente endurecendo suas regras sobre tecnologia na caixa de estratégia.
O gerente interino Andy Green abordou o assunto claramente antes do jogo de sábado contra o Philadelphia Phillies. "Quaisquer que sejam as regras, permanecemos em plena conformidade e a Major League Baseball faz essas determinações," disse ele. Resposta curta. Sem desculpas, sem detalhes.
A história, reportada primeiro pelo The Guardian, surge num momento sensível. A Major League Baseball (MLB) recentemente reduziu o que os tablets iPad nas caixas de estratégia podem realmente fazer durante os jogos, um sinal de que a liga sabe que a questão tecnológica é atual e urgente. Esses tablets eram outrora uma janela relativamente aberta para dados. Agora a MLB está estreitando essa janela.
Então, como seria na prática o lançamento assistido por IA? Imagine um treinador olhando para uma tela que já processou milhares de aparições no bastão e está lhe dizendo: lance um cutter, baixo e para fora, para esse rebatedor nessa contagem. Um humano ainda lança a bola, mas a sugestão vem de uma máquina em vez de instinto ou um relatório de scouting impresso. Se isso ultrapassa um limite depende inteiramente do que o livro de regras atual da MLB permite, e esse livro de regras é aparentemente um alvo móvel.
A resposta de Green coloca a questão de conformidade novamente sobre a liga. Se a MLB diz que está tudo bem, os Mets dizem que está tudo bem. Essa é uma posição defensável, mas não resolve se sugestões de IA pertencem a um esporte que valoriza o julgamento humano em frações de segundo.
O que isto significa para os fãs em casa?
Por enquanto, nada muda nas arquibancadas ou no seu sofá. Os Mets não admitem irregularidades e a MLB não sancionou ninguém. Mas essa história importa porque é quase certamente não é apenas sobre um time. Cada clube tem analistas, feeds de dados e tablets. A história real é se o beisebol traçará uma linha clara e pública sobre assistência de IA antes que a prática se torne invisível e universal. Fique atento a uma declaração oficial da MLB que especifique exatamente o que conta como análise permitida e o que ultrapassa o uso de IA em jogo banido. Essa é a decisão que realmente importará.



